Sentada embaixo de uma árvore com teu livro nas mãos, em tua praça preferida, onde havia movimentação, mas uma plena calma,e com uma visão do mais lindo pôr-do-sol. Sua atenção estava divida em quem passava e em teu livro de fotografia... a cada movimentação, ela levantava o rosto, esperando ser a pessoa que tanto esperava e desejava ver. Suavemente ela sente palavras arrepiantes no ouvido, somente um simples "olá" na voz dele faz com que ela sorrisse de orelha a orelha. Naquele momento, não havia mais nada a não ser ele, toda atenção só pra ele, seus olhos brilhando a cada sorrir que tanto a encanta, e aquele arrepiou ao som daquela voz entre um beijo e outro, que é tão único. As horas passavam como segundos, indo embora junto ao vento, e ela sentia isto, que logo ficaria sem ele, que só sentiria o cheiro dele em suas roupas, aquele cheiro que a fazia rir tão boba, que no segundo que seus lábios tocassem o dele para o "até logo" ela ficaria em completa ansiedade, toda agoniada, contando segundo por segundo para lhe reencontrar.
Ao encostar tua cabeça no travesseiro, sua mente voa pra bem longe, lhe trazendo a insônia, sonhando acordada, sonhando com o amor, com a paixão, com o desejo, com aquele simples sorrir que lhe fazia feliz. Não há como esconder, até quem é mais bobo, até quem nem a conhecia, via em teus olhos o tamanho da paixão que existia no coração dela, a tamanha admiração pela pessoa, mesmo que ela finja, e diga que " não não" o amor fazia com que ela tivesse raios, que ela brilhasse somente em piscar.
Todos os dias, ela estava na árvore, sentada... esperando com que aquela voz arrepiasse ela inteira, com aquele "olá" tão caloroso e simples... mas os dias foi passando, e a espera foi agonizando mais e mais, de esperar a voz e ela nunca chegar, de começar a ver o rosto sorridente dele em todos que passavam, de ver o desenho de coração com seus nomes no meio naquela árvore tão deles, de sentir seu coração se apertando e descobrindo que ele havia ido embora, para sempre.
Mas ela sabia que não era um abandono proposital, que ele não teve escolha, que ele não teve chances de reencontrar ela, de lhe dar um ultimo beijo, de afirmar ser eterno tudo aquilo, de lhe dizer vários eu te amos ao pé do seu ouvido até arrepiar e eles rolarem entre beijos... ele foi tirado dela, do nada, por nada, quando tudo estava mais feliz.
E todos os dias, ela o esperava sentada naquela árvore, sentindo o furacão passando sobre ela, e caindo no chão em uma lágrima, e logo lembrava que não iria vê-lo aquele dia. Então ela caminhava, caminhava, com um rosa nas mãos, até um local onde ela sentaria, colocaria a rosa sobre um mármore tão delicado,e saberia que poderia falar com ele, mesmo não recebendo suas respostas, que ela sentiria mais próximo do seu sorriso,e se sentiria melhor. Ele pode ter ido para um lugar distante, mas no coração dela ele vive feliz, com aquele sorriso de encantar qualquer um. O coração dela bate sem cansar, por que ele ainda vive ali, por que em tua memória a filmes e mais filmes de tudo que envolve a ele, e por isto ela continua a caminhar de cabeça erguida, sorrindo, e amando, não desistindo do que chamamos de "vida". Ela carrega todas os dias e noites, em teu coração, em tua alma, sendo paciência, esperando séculos e séculos passarem, para reencontrar seus lábios aos dele.
Ao deitar, com o rosto completamente molhado,entre soluços ela sente seus braços calorosos a envolvendo novamente, a protegendo... então fecha os olhos e diz entre lágrimas e sorrisos: boa noite meu amor!