eu tenho que aceitar a realidade?
tenho que aceitar que minha vida é assim, que há coisas que não mudam, você é assim, se aceite. Eu aguentei, eu fui forte até agora, mas minhas forças estão se esgotando, eu estou ficando cansada, tropeçando até cair pelos cantos sujos e frios da minha vida, tão vazia, tão estranha. não importe o que falem, o que façam, eu sei que não estou sozinha, tenho provas todos os dias disso, mas continuará sendo a verdade, e eu tenho que aceita-lá, dói tanto, mais eu continuo tentando.
estou numa guerra, onde minhas munições acabaram, e eu as usei em mim mesmo, sem saber exatamente o que estava fazendo, mesmo sabendo que isso não mudaria o meu destino, não mudaria o que sou, eu preciso tentar, continuar tentando, me aceitar.
eu tento me levantar, caminhar para casa, e junto estou treinando um sorriso que sei que não é verdadeiro, eu tento caminhar, mas meu corpo pesa, e parece que essa história de fingir é o peso maior, então me rastejo para o tal aconchego. eu não quero desistir, não quero cair no chão, quero ser forte, não sei se por mim mesmo, ou por você, mas do que adianta? eu quero saber, do que adianta, tentar algo sem ser verdadeiro?
a porta se abre, e você aparece, finalmente um rosto familiar e agradavél, agora colocarei minha máscara de felicidade, que treinei tanto, nesta guerra, que ainda acontece dentro de mim. sou tão forte por aguentar toda essa armadura, eu aguento tanto, e tão quieta, mas com uma força sobrenatural eu me mantenho em pé, e sorriu, só pra ver o teu sorriso florar. é dificil aguentar, segurar no coração toda essa dor da verdade...e toda noite eu canto essa canção, a cancão da escuridão do meu coração, os pássaros me acompanham, para torna-la mais triste, nesta noite está tudo mais escuro. e eu vou esperar sozinha, pela hora que tudo deve acontecer, e eu vou cantar mais uma vez, minha canção da escuridão.