E se eu te falasse tudo aquilo que você nunca imaginaria que
fosse dito? E se eu te falar coisas que você já esperava sair dos meus lábios? Da
mente passa pelo coração, que a bagunça fica em ambos, é como se fosse uma luta
entre eles, aquela luta infinita. Meus lábios se fecham, as palavras somem, a
coragem se vai... Mas, um dia ela volta, talvez seja as mesmas palavras, talvez
mude algumas, ou não seja nada mais igual.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Estava tudo tão escuro, e ainda sim eu andava sem parar,
sentia pressões em minhas pernas, tudo escuro em minha volta, e somente uma
luz, um holofote sobre mim, de começo achei que estivesse caminhando por lixos,
conforme andava pensava em tantas coisas que poderia estar pisando, foi então
que reparei que eram palavras, algumas formadas, outras embaralhadas, e letras
perdidas voando numa velocidade assustadora. Parecia que conforme eu andava,
elas tentavam me dizer algo, eu não entendia, acho que queriam que eu fosse
para uma lado qualquer e estava indo no sentido contrário do qual devia.
Acho que as irritei, aquelas pressões em minhas pernas,
passaram para meu corpo todo, elas me empurravam, outras me puxavam, e eu só
tentava me soltar, estava assustada, não sabendo como fui parar lá, nem o
porquê, mas minhas forças estavam se esgotando, até que me soltei, fechei meus
olhos e disse bem baixinho: levem-me para onde querem que eu vá, me levem.
Senti meu corpo escorregando, parecia que estava em um tubo,
e que há horas estava escorregando nele, até que tudo ficou quieto, sem
pressões no meu corpo, sem puxões, e aquele holofote simplesmente desapareceu,
só sentia as lágrimas escorrendo sobre meu rosto, feito cachoeiras em seu
momento raivoso... Fiquei ali, parada, aguardando, era mais confortante quando
havia palavras para toda parte me puxando, a solidão não era tão forte como
neste momento.
Uma luz, muito distante se apareceu, ela era tão forte, mas
eu não via nada envolta, só aquela luz, então segui por vontade própria, num
caminhar rápido para saber o que era. Cheguei a uma parede inteira branca, e a
luz iluminando ela, me sentei por que achei que fosse demorar, e eu estava
cansada, eu poderia estar ali a dias, ou apenas segundos, mas me sentia
esgotada. Então as letras voltaram, e foram se aparecendo lentamente na parede,
então a li e entendi que era um sonho, mas que fazia sentido, e que me
ajudaria, ela dizia palavras simples, que para mim significam muito: NUNCA
DESISTA, ESTOU AQUI SEMPRE.
No final um desenho, que em qualquer lugar reconheceria de
quem és, então bem baixinho agradeci sorrindo, e quando abri meus olhos, ele
estava ali abraçado a mim, me observando, fazendo carinho e me dando infinitos
beijos, só esperando eu voltar. Eu voltei, para ele, para não desistir, de nada
que tente que eu desista.
Perfeição é o nome que dou quando pego você olhando pra mim,
assim do nada, e solta um sorriso, aquele que é só meu... Perfeição é o que
sinto quando seu lábio encosta no meu e o tempo simplesmente para naquele
momento, ou quando me abraça forte e tão demorado que se torna eterno. Sensação
de querer o silêncio pleno ao teu lado, somente curtindo o calor que nos mantêm
juntos, me enroscar em você nos chamegos intermináveis, e dizer sem cansar, o
quanto for necessário pra que entenda O QUANTO EU TE AMO e ti quero sempre,
assim sorrindo pra mim!
Uma corda bamba e é um vai e vem dos meus pés sobre ela, não
sei da onde vem todo o equilíbrio para me manter estável neste fio de ferro...
Claro, começo a bambear sem parar em alguns momentos, achando que a qualquer
momento minha cara pode estar esfolada no chão, mas sempre dou um jeitinho para
manter meus pés firmes sobre está corda traiçoeira. Eu grito por paciência, que
logo irá melhorar, os pés se acalmam, o corpo relaxa, e eu estou bem ao meio
dela, me esqueço por um segundo de tudo, e ali fico. domingo, 5 de fevereiro de 2012
Passos perdidos.
Eu tento, não importa o que eu queira, o que faça, eu sinto canseira, mas o sono foi passear por uma estrada oposta a minha. Uma febre de 35 graus na madrugada, eu caminhando por uma estrada com fantasmas me rodeando, acorrentados em meus pés e pulsos, me levando, me arrastando para uma escuridão da qual nem quero imaginar. Piso em minha própria fé, aquela que talvez tenha perdido a muito tempo, junto com certas palavras que se foram com o vento, com alguns fantasmas dessa minha escuridão.
Eu tentei caminhar para casa, mas já não existia mais, pedaços da demolição espalhados por todo canto, mentiras e lembranças de um tempo podre espalhados pelo chão. Eu tento me consertar me livrar destas correntes, grito, mas minha voz é como uma brisa tão silenciosa, passando pelos teus cabelos tão escuros.
É tão tarde, eu tento criar uma fé, em qualquer coisa, estou perdida nestas lágrimas que lavam sem parar o meu rosto, por algo que perdi a tanto tempo, mas que vive tão quente aqui. Eu tentarei caminhar para algum lugar aconchegante, sem correntes, sem lágrimas, sem sussuros estranhos.
sábado, 10 de dezembro de 2011
Enfrente.
Vida, és bela com tua doçura, sempre que a beleza do sorriso dele me faz sorrir. Eu me perco, sempre que sua voz solta lindas sinfonias, eu canto junto dela, sinto arrepios sem parar só de pensar em teus beijos, num tal abraço dançante com olhares.
Seu rosto me faz criar palavras silenciosas, algumas palavras me fazem sentir um frio, outras são como nuvens flutuantes em meus pés, teus abraços um tal aconchego, tuas risadas assim tão do nada, tão sem o por que, que tem o mais belo som, ah seus olhos; mostram mistérios. Quem é você meu querido rapaz? Que me olhas ao longe, com suas armas invisíveis, sua armadura, o que há atrás desta tua armadura? deste teu sorriso? olhares? vejo enigmas, muitos deles para se decifrar.
Noite tão escura, não vejo um palmo a frente, eu quero voar entre está escuridão, a noite inteira até achar este teu sorriso tão perdido. Só existi este momento, eu canto na noite, coração em chamas, eu caminho entre o meu silêncio, tento me achar neste mapa todo rasgado e sujo, e na minha cabeça só existe a frase “não existe distancia, estou chegando, não existi nada só este momento” . Atravesso rios, me perco em florestas, misturo meu silêncio ao teu, talvez estas tuas palavras começem a reaparecer nas minhas memórias, algumas são como um belo cantarolar distante, outras finjo que foi somente um sonho ruim, que nada aconteceu.
Eu não me esqueço, do que diz, por mais simples que seja, não, não me esqueço, mesmo que eu ame muito, mesmo que possa doer muito. Não me esqueça, eu não o esquecerei.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Distância
Ele é um garoto, perdido em outra cidade, talvez em uma floresta, não sei lhe dizer se ele é baixo, se é alto, se gordo ou magro, nem se é loiro ou moreno, talvez olhos claros ou não, barba e bigode feitos, mas pode ser que não também, não sei como pode ser a voz dele, imagino todos os dias, a voz dele tão suave em meu ouvido, talvez um bom dia, ou uma frase qualquer, não sei lhe dizer como é teu sorriso, só sei que de imaginar faz com que eu sorrie também e se sinta bem o dia inteiro, sei que ele pode ser o garoto, aquele cantando no meio da noite, rodopiando minha cabeça com uma música qualquer, até o sol nascer, fazendo o mundo parar somente pra gente.
Ás vezes chegam cartas, com poucas palavras, mas é como se eu passasse o dia esperando estás palavras, seja qual for elas, o remetente é o importante, ler que o tal garoto me mandou de tão distante estás simples e tão importantes palavras.
Talvez amanhã, quando eu abrir meus olhos eu possa ti ver garoto, parado na minha frente, aguardando meu despertar, com um belo sorriso no rosto enquanto admira meu sono, talvez eu salte emcima de ti, num abraço tão quente e demorado, tão forte e inexplicável . Eu quero fotografar estes teus olhos que me observam, de tão longe, estes olhos que todos os dias imagino como são, imagino o encanto deles... eu quero ti olhar e ver meu mundo em teus olhos, sem cansar, e sorrir, assim tão atoa.
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