terça-feira, 27 de setembro de 2011

Garota de vidro.

Não é normal, e nem é um sentimento bom se sentir assim, como se qualquer coisa fosse me quebrar, que palavras pudessem me derrubar e eu estaria em minúsculos pedaçinhos no chão, como se qualquer olhar, como se qualquer atitude estranha, qualquer sinal de lágrimas, ou até um breve silêncio pudesse me quebrar em segundos. Se sentir um copo de vidro, na beira da mesa, que a qualquer momento pode deslizar e espatifar no chão, que qualquer um pode esbarrar e causar danos irreparavéis por breves segundos distraídos ou não.
Minha pele fica delicada, minha voz começa a se arrastar nas palavras, meus olhos cansados e molhados, meu coração em estado de explosão... estou na beira da mesa, arriscando a minha vida, sentindo dor por saber que a qualquer momento irei cair, pedaços de mim espalhados pelo chão.
Sou uma taça de vidro, vazia, empoeirada na beira da mesa, se sentindo totalmente intocável e com medo disso... mas a qualquer momento não irei mais existir, eu irei me quebrar.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Rodopiando.

Sozinha a ouvir músicas melancólicas, românticas, estou no meu quarto escuro, acendo um cigarro, começo a escrever sem parar, tudo aquilo que está na minha mente, que está no meu coração, as vezes cai uma lágrima ou outra, mas não posso dizer que seja de tristeza, talvez a intensidade da música passe para as batidas frenéticas do meu coração, fazendo com que tudo que estou sentindo saia em forma de lágrimas, nem sempre lágrimas são ruins, muitas vezes elas são minhas melhores amigas e me fazem se sentir bem.
Olho envolta, e  vejo problemas antigos não resolvidos, coisas que eu sinto e não consigo explicar, por que nem eu mesmo sei o que é tudo aquilo, fico tentando achar desculpas pra tudo, e tudo que faço é olhar envolta, e ver o quanto estou perdida, no meio da minha bagunça, que nem eu sei como a criei.
Há fotos com sorrisos doces, com caretas espontâneas, abraços quentes eternizados por um flash antigo, então rodopio mais na minha bagunça, e me pergunto, onde estou? quem sou? não sei. Basicamente não via vida em mais nada daquilo que me fazia completa, daquilo que me fazia sorrir só de lembrar, que me fazia saber exatamente o por que de tudo e de quem eu era, hoje deito na minha cama, e fico correndo dos pensamentos, eu tento dormir, mas o sono também está correndo de mim.
Um dia sonhei que estava jogando, não me lembro com quem, e nem o que estava em jogo, mas o que isso mudaria? eu ainda acordaria e estaria perdida, querendo saber o que o sonho quis me dizer, o por que de um jogo, já que nunca fui boa com cartas e possívelmente perderia naquele jogo, é eu não sei.
A tantas perguntas perdidas que nunca saberei as respostas, as tantas e tantas mensagens deixadas em cada canto da minha vida que eu queria saber quais os significados, quais os sentimentos nelas, eu só sinto que rodo, rodo sem parar e volto sempre para o mesmo lugar, não é o que eu quero, mas é o que eu faço, acabo sentindo medo, e me encolhendo, no canto do quarto escuro, com mil papéis envolta de mim, enquanto eu penso "da onde veio essa história? de algum local que não conheço em mim? da onde? da onde?".
Minha mente não me deixa em paz, mas tentarei dormir, é o melhor que posso fazer no momento. Boa noite!

domingo, 4 de setembro de 2011

Pensamentos loucos

Aos poucos o resto da minha sanidade, está indo embora, sinto como se minha vida estivesse caindo pedaçinho por pedaçinho, e eu nem sei dizer o por que, ou sei, só que simplesmente não quero admitir meus medos e minhas doces revoltas. Minhas solidão anda me consumindo muito, ela parece um monstro se alimentando do que me resta, o que não é muito, o pior é que ando aceitando isto. As vezes me pego falando com um alguém que eu nem acredito, me pego chorando por uma coisa que nunca imaginaria estar chorando, as vezes caminho, caminho tanto que vou parar em outro mundo, com ruas diferentes, com um céu espetacularmente diferente, pessoas, carros, até eu sou diferente, totalmente irreconheçivel, me pego em um local que eu poderia chamar de casa, mas no mesmo segundo que estou lá, volto para cá, onde tudo já acabou, mas a dor ainda existi, e tudo que eu quero é ser aquela garota que não vive no silêncio e se esconde atrás de um sorriso cheio de dor. Eu quero ser salva, não quero ser tão intocavél, quero sentir afeto e estar sóbria, parar de correr pra lá e pra cá, sentar calma e respirar com gosto enquanto aprecio o céu, a lua, flores, como sempre fiz, enquanto sintia a brisa no meu rosto,
Deitada, são 4 da manhã, e eu só penso, até que ponto é possível segurar está loucura? peço a mim mesmo que engula o choro imediatamente, então levanto e caminho lentamente até a sacada, as estrelas estão bonitas, a lua com um brilho tão lindo, uma brisa de domingo anoite tão boa, e então fecho meu olhos, sorrio e salto do vigésimo andar, estou voando, tão leve, não estou em pânico no ar, sinta.