sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Rodopiando.

Sozinha a ouvir músicas melancólicas, românticas, estou no meu quarto escuro, acendo um cigarro, começo a escrever sem parar, tudo aquilo que está na minha mente, que está no meu coração, as vezes cai uma lágrima ou outra, mas não posso dizer que seja de tristeza, talvez a intensidade da música passe para as batidas frenéticas do meu coração, fazendo com que tudo que estou sentindo saia em forma de lágrimas, nem sempre lágrimas são ruins, muitas vezes elas são minhas melhores amigas e me fazem se sentir bem.
Olho envolta, e  vejo problemas antigos não resolvidos, coisas que eu sinto e não consigo explicar, por que nem eu mesmo sei o que é tudo aquilo, fico tentando achar desculpas pra tudo, e tudo que faço é olhar envolta, e ver o quanto estou perdida, no meio da minha bagunça, que nem eu sei como a criei.
Há fotos com sorrisos doces, com caretas espontâneas, abraços quentes eternizados por um flash antigo, então rodopio mais na minha bagunça, e me pergunto, onde estou? quem sou? não sei. Basicamente não via vida em mais nada daquilo que me fazia completa, daquilo que me fazia sorrir só de lembrar, que me fazia saber exatamente o por que de tudo e de quem eu era, hoje deito na minha cama, e fico correndo dos pensamentos, eu tento dormir, mas o sono também está correndo de mim.
Um dia sonhei que estava jogando, não me lembro com quem, e nem o que estava em jogo, mas o que isso mudaria? eu ainda acordaria e estaria perdida, querendo saber o que o sonho quis me dizer, o por que de um jogo, já que nunca fui boa com cartas e possívelmente perderia naquele jogo, é eu não sei.
A tantas perguntas perdidas que nunca saberei as respostas, as tantas e tantas mensagens deixadas em cada canto da minha vida que eu queria saber quais os significados, quais os sentimentos nelas, eu só sinto que rodo, rodo sem parar e volto sempre para o mesmo lugar, não é o que eu quero, mas é o que eu faço, acabo sentindo medo, e me encolhendo, no canto do quarto escuro, com mil papéis envolta de mim, enquanto eu penso "da onde veio essa história? de algum local que não conheço em mim? da onde? da onde?".
Minha mente não me deixa em paz, mas tentarei dormir, é o melhor que posso fazer no momento. Boa noite!

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