Aos poucos o resto da minha sanidade, está indo embora, sinto como se minha vida estivesse caindo pedaçinho por pedaçinho, e eu nem sei dizer o por que, ou sei, só que simplesmente não quero admitir meus medos e minhas doces revoltas. Minhas solidão anda me consumindo muito, ela parece um monstro se alimentando do que me resta, o que não é muito, o pior é que ando aceitando isto. As vezes me pego falando com um alguém que eu nem acredito, me pego chorando por uma coisa que nunca imaginaria estar chorando, as vezes caminho, caminho tanto que vou parar em outro mundo, com ruas diferentes, com um céu espetacularmente diferente, pessoas, carros, até eu sou diferente, totalmente irreconheçivel, me pego em um local que eu poderia chamar de casa, mas no mesmo segundo que estou lá, volto para cá, onde tudo já acabou, mas a dor ainda existi, e tudo que eu quero é ser aquela garota que não vive no silêncio e se esconde atrás de um sorriso cheio de dor. Eu quero ser salva, não quero ser tão intocavél, quero sentir afeto e estar sóbria, parar de correr pra lá e pra cá, sentar calma e respirar com gosto enquanto aprecio o céu, a lua, flores, como sempre fiz, enquanto sintia a brisa no meu rosto,
Deitada, são 4 da manhã, e eu só penso, até que ponto é possível segurar está loucura? peço a mim mesmo que engula o choro imediatamente, então levanto e caminho lentamente até a sacada, as estrelas estão bonitas, a lua com um brilho tão lindo, uma brisa de domingo anoite tão boa, e então fecho meu olhos, sorrio e salto do vigésimo andar, estou voando, tão leve, não estou em pânico no ar, sinta.

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