Ano após ano, meu coração aperta cada vez mais por lembrar que tudo que mais preciso não está mais por aqui, que não tenho mais aonde me apoiar. Aqueles braços pra qual eu corria o mais rápido que podia, pra ganhar logo aquele abraço, do qual lembro muito bem, não me esqueço de quais eram as sensações quando tinha seus braços me envolvendo tão forte, era a sensação de proteção, porto seguro, e logo você roçava sua barba tão serrada nas minhas bochechas para fazer cocegas, o tempo inteiro ficava agoniada pra poder lhe ver logo pra ganhar esse abraço seguido da roçada de barba. Lembro-me de quando sentava perto do rádio, e ficava observando sua coleção de vinil, eram pessoas das quais eu nem imaginava o poder que tinham, só sei que aquelas vozes, aqueles instrumentos os fazia dançar pela sala esbanjando aquele teu sorriso com um som de trovão que fazia eu sorrir junto sem ter o porquê, e quando colocava uma música bem bonita, por que me sentia triste e dizia que era pra mim sorrir, eu fechava os olhos e escutava ela como se fosse a única e mais bela melodia do mundo. Lembro-me do cheirinho do café feito logo cedo, e você me dizendo “vamos levantar soninho, avó preparo um café da manhã delicioso” e eu não me importava se eram 5:30 da manhã, eu levantava como se fosse a última manhã, e aproveitava cada gole daquele café, daquele momento, e sempre atarde você pegava uma xícara, cheia de café, e esquenta ele, o mais quente possível, e bebi feliz mesmo queimando tua boca.
Me preparava para aventura , você com sua barba feita, cabelo penteado, perfume passado, chegava em mim e roçava seu rosto agora de bebê e dizia” logo cresce de novo, mas estou bonito?” e eu sorria... Até hoje sinto o cheiro do teu perfume solto pelo ar, é como se fosse um sinal que você realmente está aqui, que nunca se foi.
Lembro-me de correr por aquele caminho, onde havia rochas envolta, corria até chegar bem próxima da cachoeira, para observar, por os pés na água, de sentir aquela brisa de natureza no rosto, enquanto você conversava e me observava com aquele sorriso, eu viveria ali pra sempre, feliz com cada segundo desse sempre. Lembro-me de você ali parado no meio daquela ponte, acima da cachoeira, e eu na ponta dela, não querendo me aproximar, minhas pernas tremiam feito vara verde só de imaginar eu ali em cima dela, naquela altura, mas tua voz tão calma dizia “não há por que de ter medo, eu vou cuidar de você, e não quero que tenha esse medo pra sempre, então venha comigo” então eu fui, chorando, mas fui e você me manteve segura e me mostrou como era lindo ver aquela água caindo, de como parecia que nunca havia um fim. Como tradição me levava a sorveteria, e ali ficávamos o resto do dia, até a hora do jantar, para voltar pra casa, onde me sentava como índio e assistia meu desenho preferido, que havia assistido bilhões de vezes antes, e muitas delas, da mesma forma como estava naquele momento, e você me observando da porta. Havia dias que ficávamos naquele quartinho com sua maquete enorme, onde você construía sua linda linha de trem, sua própria estação, e eu passava a manhã/tarde ao teu lado ajudando, e quando as linhas finalmente estavam prontas, você me deixou passear com os trens por seu novo lar, como meu coração ficava feliz com aquilo.
Sempre que paro pra pensar no senhor, o que é sempre, eu vejo o quanto há de você em mim, ás vezes quando dou uma risada muito alta, parece muito com a tua de trovão, em como sou intensa e forte, aprendi como o romance é algo lindo, em como jazz é incrível, como poemas/melodias/cartas de amor são as coisas mais calorosas do mundo, da qual eu me dedico a escrever, por gosto, por se sentir totalmente inexplicável com uma folha e um lápis, como o senhor, sou romântica o máximo que posso, e sempre que me permitem ser. Penso em como gostaria de lhe mostrar aquilo que chamo de meu amor eterno, que é a fotografia, como gostaria que você visse e me falasse algo, aprendi que fazer algo de coração torna tudo mais bonito, hoje sei que uma das coisas que não saberia viver é sem o amor, aquele que você me fez admirar desde pequenina, como eu queria poder sentar e conversar, rir, esquecer do tempo com o senhor.
Me preparava para aventura , você com sua barba feita, cabelo penteado, perfume passado, chegava em mim e roçava seu rosto agora de bebê e dizia” logo cresce de novo, mas estou bonito?” e eu sorria... Até hoje sinto o cheiro do teu perfume solto pelo ar, é como se fosse um sinal que você realmente está aqui, que nunca se foi.
Lembro-me de correr por aquele caminho, onde havia rochas envolta, corria até chegar bem próxima da cachoeira, para observar, por os pés na água, de sentir aquela brisa de natureza no rosto, enquanto você conversava e me observava com aquele sorriso, eu viveria ali pra sempre, feliz com cada segundo desse sempre. Lembro-me de você ali parado no meio daquela ponte, acima da cachoeira, e eu na ponta dela, não querendo me aproximar, minhas pernas tremiam feito vara verde só de imaginar eu ali em cima dela, naquela altura, mas tua voz tão calma dizia “não há por que de ter medo, eu vou cuidar de você, e não quero que tenha esse medo pra sempre, então venha comigo” então eu fui, chorando, mas fui e você me manteve segura e me mostrou como era lindo ver aquela água caindo, de como parecia que nunca havia um fim. Como tradição me levava a sorveteria, e ali ficávamos o resto do dia, até a hora do jantar, para voltar pra casa, onde me sentava como índio e assistia meu desenho preferido, que havia assistido bilhões de vezes antes, e muitas delas, da mesma forma como estava naquele momento, e você me observando da porta. Havia dias que ficávamos naquele quartinho com sua maquete enorme, onde você construía sua linda linha de trem, sua própria estação, e eu passava a manhã/tarde ao teu lado ajudando, e quando as linhas finalmente estavam prontas, você me deixou passear com os trens por seu novo lar, como meu coração ficava feliz com aquilo.Sempre que paro pra pensar no senhor, o que é sempre, eu vejo o quanto há de você em mim, ás vezes quando dou uma risada muito alta, parece muito com a tua de trovão, em como sou intensa e forte, aprendi como o romance é algo lindo, em como jazz é incrível, como poemas/melodias/cartas de amor são as coisas mais calorosas do mundo, da qual eu me dedico a escrever, por gosto, por se sentir totalmente inexplicável com uma folha e um lápis, como o senhor, sou romântica o máximo que posso, e sempre que me permitem ser. Penso em como gostaria de lhe mostrar aquilo que chamo de meu amor eterno, que é a fotografia, como gostaria que você visse e me falasse algo, aprendi que fazer algo de coração torna tudo mais bonito, hoje sei que uma das coisas que não saberia viver é sem o amor, aquele que você me fez admirar desde pequenina, como eu queria poder sentar e conversar, rir, esquecer do tempo com o senhor.
A cada dia que passa, eu espero o senhor chegar assim de surpresa como sempre fez, e dizer que vai passar uns dias em casa... Já faz quase 7 anos e ainda espero você chegar e eu sair correndo pra lhe abraçar. Seja lá onde o senhor esteja só quero que esteja feliz, que esteja respirando paz, pois você viverá para sempre, no meu coração, na minha alma, no meu sangue. Fecho meu olhos, murmuro um Boa noite e um eu te amo, e tento descansar pra aguentar mais um longo dia de espera, fazendo da vida doce, ao som da música e com meus sapatos de dança, no meu canto solitário.
Boa noite e uma roçada de barba, vô.
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